Guerra Santa

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Guerra santa é como é chamada uma guerra motivada por questões religiosas, considerada uma atitude de extremismo muitas vezes surgida no seio das grandes religiões monoteístas do ocidente. Em uma guerra santa, determinado grupo identifica outro, pertencente a outra religião, como um inimigo por professar uma fé diferente da sua. Na guerra sant o inimigo, possuidor de outra fé, deve ser eliminado ou expulso de determinado território. As guerras santas fortalecem a fé e os dogmas dos envolvidos, ao mesmo tempo que promovem muitas desgraças e dores, que contradizem em muito os ensinamentos de qualquer religião. Entretanto, ao longo da história,

Guerra santa é como é chamada uma guerra motivada por questões religiosas, considerada uma atitude de extremismo muitas vezes surgida no seio das grandes religiões monoteístas do ocidente.

Em uma guerra santa, determinado grupo identifica outro, pertencente a outra religião, como um inimigo por professar uma fé diferente da sua. Na guerra sant o inimigo, possuidor de outra fé, deve ser eliminado ou expulso de determinado território.

As guerras santas fortalecem a fé e os dogmas dos envolvidos, ao mesmo tempo que promovem muitas desgraças e dores, que contradizem em muito os ensinamentos de qualquer religião. Entretanto, ao longo da história, não foram poucas as guerras religiosas onde estiveram envolvidos cristãos e muçulmanos.

Muitas vezes a guerra santa é motivada por questões políticas econômicas, mas essas motivações ficam escondidas atrás de uma motivação religiosa, mas capaz de estimular certas populações. E assim muitas guerras foram travadas entre cristãos ou mesmo entre mulçumanos.

A Guerra Santa no Contexto Islâmico

No contexto do islamismo, a guerra santa é identificada como algo relacionado à própria origem do Islã. Em 622, Maomé fez sua famosa peregrinação de Meca para Medina, após ser ameaçado de morte por pessoas que não gostavam da nova fé que ele estava divulgando. Assim, fez a peregrinação de 300 km junto com seus seguidores.

Quando em Medina, Maomé organizou sua comunidade religiosa até que, em 629, quando conseguiu juntar dez mil homens entre os seus seguidores, voltou a Meca, conquistando a cidade sem encontrar muita dificuldade.

A partir de Meca, Maomé e seus seguidores começaram a empreender a chamada Jihad ou guerra santa, afim de conquistar territórios e implantar o islamismo nessas novas terras.

Depois que Maomé morreu, seus sucessores, conhecidos como os quatro primeiros califas, continuaram sua guerra santa e conquistaram o Egito, a Síria, a Armênia, a Mesopotâmia, a Pérsia e a Palestina.

Com essas conquistas, os árabes mulçumanos formaram um império imenso, que ia desde a Arábia Saudita, pegando partes da Ásia, o Norte da África e também a Península Ibérica na Europa. Somente em 1492, os cristãos, através de uma guerra santa, conseguiram expulsar os mulçumanos e entregar novamente a Península Pbérica totalmente às mãos dos cristãos.

A Guerra Santa no contexto Cristão

Quando a questão “guerra santa” se destina a buscar respostas no âmbito da cristandade, temos que nos debruçar sobre a Idade Média, período que foi palco das cruzadas.

As Cruzadas foi o nome pelo qual ficaram conhecidas as imensas expedições militares, lideradas por cavaleiros, organizada pela Igreja Católica e a aristocracia feudal com o objetivo de expulsar os mulçumanos e conquistar Jerusalém. Se Jerusalém era uma cidade sagrada para os cristãos, ela deve estar sob o domínio cristão, essa era a motivação básica que inspirou a primeira cruzada, e que nos permite caracterizá-la como uma verdadeira guerra santa.

Por cerca de duzentos anos, a partir de 1095, data da Primeira Cruzada, mais sete guerras santas similares a essa foram organizadas, sempre com o objetivo de atacar pessoas que professavam uma diferente fé, mesmo que diferentes formas de cristianismo, como foi o caso da cruzada dos cátaros.

Contudo, a cruzada que entrou para a história como a mais bem-sucedida entre todas foi mesmo a primeira, que conquistou e estabeleceu um reinado cristão em Jerusalém que durou até o século XII quando os turcos a retomaram para os mulçumanos. 

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